Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP
O sociólogo italiano Domênico De Masi, falecido há poucos anos, inventou o termo "ócio criativo", não se trata de preguiça.
A ocupação de nosso tempo se dá em três categorias: trabalho: para gerar riqueza; estudo: para gerar conhecimento.; lazer: para gerar bem-estar e alegria.
A tecnologia ampliou o tempo do lazer. Já tivemos época, na revolução industrial, que a jornada de trabalho variava de 12 a 16 horas, começando às 5h da manhã, com 30 minutos para o almoço. Mulheres e crianças trabalhavam intensamente ganhando menos. O patronato sempre foi escravocrata.
Atualmente o lazer tornou-se uma mercadoria, facilitada pelo ócio proporcionada pela tecnologia, mas os patrões usam mais esse ócio do que os empregados. Daí, a proposta da jornada 5x2, para haver uma democratização do descanso.
A jornada mais curta de trabalho agrada as empresas que atuam no lazer, na cultura, no esporte e no turismo. Com a folga, o mercado ficará mais amplo.
Neste Primeiro de Maio, a redução de jornada será a pauta mais forte nos discursos dos sindicalistas. Afinal, a condenada preguiça é sinal de corpo cansado, espírito estressado, precisando de ócio.
Prefeito: Gerson Pessoa (Podemos). Eleito com 75% dos no primeiro turno.
Certamente o prefeito não ficou sabendo, há um secretário de Cultura e uma bibliotecária responsável com formação superior. Nisso tudo o que
vai arder será o lombo do prefeito.
Em último caso se leva o livro para a reciclagem de papel. Uma forma de não jogar livro no lixo é criar pontos de leitura nos lugares de alta frequência de público pela cidade. As pessoas pegam livros e levam para casa, devolvendo ou não após leitura. Ou também doar seus livros ao ponto.
Conforme, as pessoas vão doando livros, juntam-se muitos títulos repetidos na biblioteca. Não se pode pôr livros com informações desatualizados nos pontos leituras. Livros ultrapassados vão para a reciclagem de papel.














